Cristina O
Uma física redoma o céu, volvido cosmos, à escala da câmara.
A imensa e variada fruta está suspensa do azul-negro, os insectos maravedis voltaram ao conforto das artérias cretenses.
O erotismo é um contra-tempo. Não se vincula ao pragmatismo ou à fúria da concretização.
O naipe branco dos dentes morde a circunstância sem a impregnar de continuidade.
Está sem programa. Não trabalha Para. Está por inteiro Com. Está. Em Olimbo.
Fora dos Olimpes, sem compe-TIR.
O branco não é o palimpsesto onde preencher. É preenchimento.
O corpo é agora uma multidão.
De corpos e frutas.
Estende-se por toda a pradaria celeste como um Princípio veraz.
Cabe no universo do espelho mirado em luxidez.
Não é com as mão que faço subir as vestes brancas de Cristina O.
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